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Comunicação não-violenta: como praticar

Comentários mal-intencionados, xingamentos e ofensas são consideradas formas de comunicação violenta. Mesmo sem perceber, as pessoas praticam ações como humilhação, incitação à vergonha, à culpa, à coerção e a ameaças com muita frequência. No entanto, isso tudo é o contrário da Comunicação Não-Violenta (CNV).

A CNV foi criada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg e tem como princípio a empatia e a compaixão – que também envolvem uma série de ações para pratica-las, como por exemplo, abandonar os julgamentos, colocar-se no lugar do outro e escutar antes de falar.

TEMPO DE LEITURA: 8 MINUTOS

  • Você vai ler sobre:
  • Observação
  • Sentimento
  • Necessidade
  • Pedido
  • Diferença entre a comunicação violenta da não-violenta

Normalmente, quando associamos a violência na comunicação, logo lembramos de agressão física, mas esquecemos da agressão moral e verbal. E mais difícil ainda é observar quando tentamos requerer uma sociedade pacífica, por exemplo, de forma violenta, com xingamentos e humilhações. A Comunicação Não-Violenta trabalha com quatro pilares: a observação, o sentimento, a necessidade e o pedido. E para entendermos melhor, vamos falar sobre cada ponto:

Observação

Para começar a praticar a CNV, faça observações sobre fatos de forma descritiva sem julgamentos e preconceitos. Quando se usa a comunicação violenta, você deixa o outro acuado e com medo, as vezes pela culpa, outras vezes pela humilhação. Por outro lado, quando se é utilizada a CNV, você aproxima o outro.

Sentimento

Nesta fase, identifique qual o sentimento que essa observação desencadeou em você ou qual sentimento você sente sobre essa situação. Se você sentiu tristeza, raiva, felicidade, medo, culpa, confiança ou ansiedade. Conversar com o outro para tentar encontrar esse sentimento também gera um relacionamento de respeito e cooperação. Esse pilar também é importante para as próximas fases.

Necessidade

Quando usamos a CNV, tanto como transmissor quanto como receptor, temos que entender outro ponto: a necessidade. Isso quer dizer que precisamos perceber o que o outro quer dizer, qual sua verdadeira necessidade. O que ele está sentindo ao transmitir aquela mensagem é importante, pois muitas vezes sua atitude não condiz com o sentimento por não saber se expressar. Seu papel então é guia-lo para o caminho de expressão real de sua necessidade. Quando fortalecemos essa habilidade em entender quais desejos e valores impulsionaram aquela fala ou atitude, a tendência é sempre sermos atendidos, sem julgamentos ou reações ruins.

Pedido

Quando queremos algo, mas falamos de forma ameaçadora, normalmente as pessoas se afastam de nós. Entretanto, quando usamos a clareza para pedir, usando a objetividade, teremos o que pedimos de forma muito mais fácil.

Exemplos de diferentes formas de se comunicar

Para entendermos na prática e fugirmos um pouco da teoria, vamos trazer alguns exemplos de cada pilar da Comunicação Não-Violenta:

#1 Fazendo Observação

Ao invés de falar “Você nunca faz o que eu peço”, experimente “Quando você não faz o que peço, me sinto esquecida e desrespeitada”. Inclusive, evite palavras não mensuráveis, como “nunca, jamais, sempre”.

#2 Expondo Sentimento

Use o seu sentimento para descrever o que está sentindo, após sua observação feita. Por exemplo, “Eu vi você sair correndo hoje pela manhã, parecia estar nervoso e ansioso. Até fiquei preocupado”.

#3 Explicando Necessidade

A necessidade durante a conversa pode ser expressada de várias maneiras. Um pequeno exemplo é a seguinte frase: “Estou passando por alguns problemas em minha vida pessoal (observação) e preciso conversar (necessidade), você pode sair comigo hoje para conversarmos? ”.

#4 Realizando Pedido

O exemplo anterior também serviria para esta situação. Mas para finalizarmos, usaremos uma frase bem conhecida. Ao invés de usar “Não quero que grite”, use a frase “Por favor, fale em um tom mais baixo”, que tem o mesmo significado, mas de forma positiva e não agressiva.